Festa Junina

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Jaguare: origem e ecossistema

Parte do Jaguaré, visto da ponte de mesmo nome, em fevereiro de 2016. A região da atual Vila Nova Jaguaré tinha sido reservada pelo loteador Henrique Dumont Villares para um grande parque, nunca feito pela Prefeitura. Foto: Prof. João Cesar (arquivo pessoal).



Há mais de 80 anos, Jaguaré era uma fazenda (em tupi guarani, "toca da onça"). E no subsolo há um enorme formigueiro e um enorme cupinzeiro. Acontece que, num ecossistema, todos os seres vivos estão em interdependência. Ou seja: havia predadores naturais dos animais que citei.

Quando o bairro foi urbanizado e, posteriormente, caoticamente transformado, o ecossistema foi desestabilizado, acabando com os predadores naturais dos animais que já citei. O enorme cupinzeiro e o enorme formigueiro continuam lá, no subsolo. E agora, sem predadores, esses bichos tomam conta do bairro! O mesmo predador, que não existe mais, eliminava o excesso de moscas e mosquitos, dentre os quais, o Aedes.

As autoridades deveriam repensar a forma pela qual o Jaguaré está tendo seu ecossistema abalado, uma vez que o ser humano faz parte desse mesmo ecossistema.


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Sequências de fotos, da tarde de 24/02/2016, mostrando possíveis criadouros do vetor da dengue, no entorno do CEU Jaguaré, imóvel da Prefeitura (arquivo pessoal):







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João Cesar é Professor na rede pública municipal desde 1997 e fotógrafo amador.